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PERU,
um país emocionante
Um
dos países mais visitados da América do Sul, o Peru
tem vestígios de muitas civilizações de cultura sofisticada
e rica, que habitaram o país antes mesmo dos incas,
que lá viviam quando os espanhóis chegaram.
A viagem começa por Lima, a capital, onde não se pode
deixar de conhecer os museus do Ouro e o de Antropologia,
onde o visitante poderá ter uma idéia da herança cultural
de mais de 10 mil anos deixada pelas antigas civilizações.
Diz a lenda que em Lima não chove nunca. A cidade, aparentemente,
não tem grandes atrações. Mas só aparentemente. Além
dos museus citados, uma ótima pedida, para quem gosta
de conhecer a culinária dos lugares que visita, é, no
bonito bairro de Miraflores, experimentar o restaurante
La Jamancia, de alta cocina peruana. Tudo no cardápio
é muito bom; mas não deixe de provar os frutos do mar,
especialmente o ceviche, ou cebiche, peixe cru marinado
e fortemente temperado. Para beber, chicha morada, um
refresco cor de vinho, feito de milho, delicioso.
Depois do almoço, visite o Parque del Amor, à beira
mar, cheio de flores e esculturas, onde muitos jovens
estarão namorando e passeando. Se quiser conhecer um
sítio arqueológico, vá até Pachacamac, o maior da região,
a 31 km da cidade. Lá, durante 1.500 anos, floresceram
as culturas Lima, Wari, Ishmay e Inca. Depois, o lugar
foi arrasado pelo conquistador espanhol Francisco Pizarro,
que lá chegou depois que o último imperador inca, Ataualpa
Iupanqui, disse onde se localizava, em troca de sua
liberdade. Pachacamac é um lugar árido e não muito bonito,
mas é uma das mais importantes zonas arqueológicas da
área central andina. E lá se pode conhecer uma curiosidade,
o perro (cachorro) viringo, uma raça considerada patrimônio
nacional, e da qual, por recente decreto, toda zona
arqueológica deve ter um exemplar. É um cachorro completamente
sem pelos, só com um penacho na cabeça, e que tem o
couro acinzentado e muito quente. É bastante carinhoso,
e dizem que passar a mão em seu corpo quente faz bem
para quem tem artrite.
O
artesanato peruano é variado e de excelente qualidade,
além de ser vendido a ótimos preços. Para comprá-lo
há muitos lugares, mas o mais econômico, em Lima, é
o Mercado Índio. Não deixe de trazer um agasalho feito
com lã de alpaca bebê, macia e de ótima qualidade.
Depois, é partir para Cusco. A cidade fica a 3.350 metros
de altitude; então a primeira providência é descansar
bastante, não tomar bebida alcoólica, ingerir comidas
leves e beber muito mate de coca, oferecido assim que
se chega no hotel. A segunda providência é conhecer
a cidade, uma jóia da arquitetura colonial espanhola
encravada nas montanhas, onde há casas com lindos balcões
de madeira talhada e ricas igrejas, erguidas sobre antigos
templos incas.
Chamada de "capital arqueológica da América", foi o
centro mais importante do império inca, onde os espanhóis
mais uma vez exerceram a sua superioridade bélica e,
quebrando a espinha dorsal daquela civilização, construíram
uma cidade sobre os alicerces da antiga, destruída.
Nas ruas e em várias tiendas (lojas), os descendentes
dos incas vendem sua bonita produção artesanal. Em Cusco
é fundamental visitar as zonas arqueológicas próximas,
como Korikancha, Sacsayhuaman, Kenko, Puca Pucara e
Tambomachay. Na cidade, para comer, boas escolhas são
os restaurantes Tunupa, que tem um bufê de culinária
típica e música ao vivo, e é bem central, na Plaza de
Armas; ou o simpático e econômico Los Tomines, também
de comida típica.
Para
quem gosta de bares, ao lado do Tunupa fica um animado
pub chamado The cross keys. Os que querem música para
dançar podem ir até o Kamikaze, onde há um rock peruano
bem interessante, com os instrumentos tradicionais misturados
aos típicos do país. Não deixe de experimentar in loco
a boa cerveja Cusqueña; mas certifique-se de que está
bem gelada, pois o costume local é beber cerveja apenas
resfriada. Para ir de Cusco a Machu Picchu há várias
opções. Quem quiser pode ir até de helicóptero, que
faz o percurso em 25 minutos. De trem, a viagem pode
começar em Cusco ou em Ollantaytambo, povoado que fica
no meio do caminho, no Vale Sagrado.
De lá, pela manhã, inicia-se a segunda etapa da viagem.
Para pernoitar em Ollantaytambo a melhor pedida é o
hotel Pakaritampu, estalando de novo, e que tem também
um bom restaurante. A vantagem de ir de trem, além do
conforto, é a possibilidade de fazer o percurso em duas
etapas e visitar o Vale Sagrado: Pisac, Ollantaytambo,
as bonitas paisagens cercadas pelas montanhas andinas,
as terrazas onde os incas faziam suas plantações.
Em muitos povoados do Vale Sagrado há também ótimos
mercados de artesanato. Os mais aventureiros podem também
ir a pé de Cusco a Machu Picchu, pela chamada Trilha
Inca, usada pelos antigos habitantes. A viagem dura
4 ou 5 dias, e há toda uma infra-estrutura no acampamento
e na caminhada, como carregadores, cozinheiros, barracas
modernas, equipamento de emergência e todos os recursos
necessários.
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